Sua cabeça não descansa? Você pensa em trabalho o tempo todo? Sente-se sobrecarregado com as tarefas do dia a dia? Usa algum recurso para conseguir dormir? Tem consumido mais bebida alcoólica do que o normal? Esses podem ser indícios de que algo não vai bem com a sua saúde mental no que diz respeito à rotina profissional.

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Síndrome de Burnout: além do esgotamento

Trabalhar constantemente em ritmo de estresse excessivo, com pressão psicológica e muitas responsabilidades. Esse é o quadro de uma vida profissional desgastante e sobrecarregada que pode evoluir para problemas psicológicos, como a Síndrome de Burnout.
Em inglês, o termo “burnout" significa, literalmente, "esgotamento". Assim, pode-se dizer que a Síndrome se trata de um esgotamento físico e mental intenso, com causas ligadas diretamente a esse setor. E é mesmo o fator trabalho que diferencia a doença do estresse: condição que pode surgir por causa dos mais variados aspectos da vida.
Para entender o que a Síndrome de Burnout representa na prática, o Ministério da Saúde exemplifica: é como se os estados físico e mental se rendessem à exaustão, entrando em colapso.

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Como saber se eu tenho o problema?

De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria, os sintomas da Síndrome de Burnout podem ser físicos ou psíquicos. Você pode sentir: dores, cansaço, desânimo, apatia, falta de interesse, irritabilidade, alteração no sono e apetite e tristeza excessiva.
Especialistas do Ministério da Saúde explicam que o diagnóstico da doença acontece, principalmente, identificando três características: esgotamento emocional, distanciamento afetivo e perda de sentido de realização profissional.
A prevalência da doença ainda é incerta, mas é sugerido que aproximadamente 40% dos profissionais estejam vivenciando altos níveis de estresse.
Dentro do maior grupo de risco de desenvolver a Síndrome de Burnout, de acordo com o Ministério da Saúde, estão os profissionais na área da saúde que tratam pacientes com doenças agudas e crônicas, professores e policiais. Profissionais de comunicação também são bastante suscetíveis, mas é importante lembrar que qualquer pessoa, em qualquer ramo de atuação, pode vir a sofrer com isso.
A Associação Americana de Psiquiatria explica, ainda, que o início dos sintomas pode se dar pelo acúmulo de tarefas, responsabilidades, exigências e pressões sofridas pela alta demanda de trabalho. Esse já pode ser um ponto de auto-observação.
Se sentir que algo não vai bem, o Ministério da Saúde sugere que amigos próximos e familiares podem ser bons pilares, ajudando você reconhecer sinais de que precisa de ajuda.

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A doença tem tratamento!

O diagnóstico da Síndrome de Burnout é realizado por um profissional de saúde mental, que pode ser um psicólogo ou um psiquiatra. A partir dos sintomas apresentados, da história pessoal e da contextualização do momento atual, é feito o diagnóstico.
Com relação ao tratamento, o Ministério da Saúde explica que tudo é realizado de acordo com o que a pessoa está sentindo no momento – o que pode variar muito. Normalmente, é necessária a associação de psicoterapia e de medicação, que pode ser usada para tratar a ansiedade, depressão e insônia, quando necessário.
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7 dicas para prevenir a Síndrome de Burnout

A melhor forma de prevenir a Síndrome de Burnout são estratégias que diminuam o estresse e a pressão no trabalho. Condutas saudáveis evitam o desenvolvimento da doença, assim como ajudam a tratar sinais e sintomas logo no início. Vamos às dicas elaboradas pelo Ministério da Saúde:

1. Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal.
2. Participe de atividades de lazer com amigos e familiares.
3. Faça atividades que fujam à rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema.
4. Converse com alguém de confiança sobre o que se está sentindo.
5. Faça atividades físicas regulares. Pode ser academia, caminhada, corrida, bicicleta, remo, natação, etc.
6. Evite consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas, porque só vai piorar a confusão mental.
7. Não se automedique nem tome remédios sem prescrição médica.

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