Um levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo mostra que 70% do público masculino só procura um consultório médico por influência da mulher ou dos filhos. Isso significa que os homens têm grande resistência nos cuidados com a própria saúde e dificilmente fazem isso porque estão cientes da importância da prevenção.

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E como vai a saúde do homem?

De acordo com o Ministério da Saúde, os homens brasileiros vivem, em média, 7,2 anos a menos que as mulheres. Está certo que, entre as principais causas de morte prematura estão a violência e os acidentes de trânsito, mas doenças cardiovasculares e infartos também aparecem de forma significativa nessa estatística.
Aquele mesmo levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo também mostrou que mais de 50% dos homens adiam a ida ao médico e, quando o fazem, já chegam com doenças em estágio avançado – o que dificulta bastante o tratamento e acaba contribuindo para um maior índice de mortalidade.

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Prevenção é solução!

Cada vez mais pesquisas comprovam que a saúde, mais do que genética, é consequência das escolhas que fazemos na nossa rotina, ou seja, o estilo de vida é fator decisivo quando se fala em afastar o risco de doenças e até em envelhecer com mais tranquilidade.
Uma vez que os homens costumam dar menos atenção a esse aspecto, torna-se cada vez mais importante conscientizar o sexo masculino da importância do autocuidado. O Ministério da Saúde dá as dicas de como fazer isso:

• Praticar atividade física regularmente;
• Seguir uma alimentação balanceada, com mais alimentos in natura e menos ultra processados;
• Consumir bebidas alcoólicas com moderação;
• Prestar a atenção aos sinais que o corpo dá de que algo não vai bem;
• Aferir a pressão com frequência e acompanhar as taxas de colesterol para evitar doenças crônicas como a diabetes e a hipertensão;
• Periodicamente, fazer testes relacionados às doenças sexualmente transmissíveis como HIV, hepatite B (HBsAg) e do vírus da hepatite C (anti-HCV);
• Buscar a identificação precoce de doenças – o que aumenta as chances de um tratamento eficaz.

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Câncer de próstata no alvo!

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). De acordo com Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2017, 61,2 mil casos de câncer de próstata foram diagnosticados por aqui – e isso é sinal de alerta no que se refere à saúde do homem.
Ainda que a doença seja considerada de terceira idade (3/4 dos casos acontecem a partir dos 65 anos), é importante estar atento às medidas de prevenção e também àquelas que fazem o rastreamento de risco para o câncer de próstata. O recado deve ser reforçado para quem tem herança genética do problema: nesse caso, as medidas específicas de prevenção devem começar antes dos 60 anos, mesmo que não se apresente sintomas.
De acordo com o Ministério da Saúde, a realização periódica do toque retal e dosagem de PSA em homens assintomáticos tem como resultado uma redução mínima da mortalidade por câncer de próstata. Outros cuidados, como autoexame de testículos e pênis, também são importantes.
Alguns sintomas podem mostrar alterações do sistema reprodutor, principalmente na próstata. São eles:

• Dificuldade para urinar;
• Necessidade de urinar mais vezes (principalmente à noite);
• Urgência para urinar;
• Dificuldade para iniciar ou parar o fluxo urinário;
• Jato urinário fraco, reduzido ou interrompido;
• Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Ao perceber a presença de um ou mais desses sinais ou sintomas, busque a ajuda de um profissional.

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