A  vacina contra a Covid-19 tem sido apontada como a grande solução para a crise causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem pelo menos 100 vacinas contra a COVID-19 em desenvolvimento no mundo. Algumas delas já se encontram na fase de testes clínicos. No entanto, uma das principais razões pelas quais o desenvolvimento demora anos é a necessidade de comprovar sua segurança, eficácia e potenciais efeitos colaterais.

            A criação de uma vacina passa por três etapas: descoberta, desenvolvimento e testes clínicos. Esse processo geralmente demora por volta de cinco anos, mas, devido à gravidade da pandemia de COVID-19, é possível que algumas vacinas já sejam lançadas no fim deste ano ou ao longo de 2021.

            Durante a etapa de descoberta, são testados diversos antígenos (substâncias-alvo para a produção de anticorpos) que irão conferir a imunidade ao vírus. Essa etapa compreende a produção e a formulação do antígeno e o cálculo da sua quantidade ideal. Entende-se como o teste mais decisivo dessa fase a prova de conceito com animais de laboratório.

            A etapa de desenvolvimento traz um protótipo vacinal que será estudado para se criar um produto a partir dele. Nessa etapa, estuda-se aspectos como produtividade, pureza final e estabilidade da vacina em diferentes condições.

            A etapa de testes clínicos se divide em três etapas finais: demonstrar ausência de toxicidade, mostrar o potencial da vacina em relação à imunidade e comprovar sua eficácia.

            Na busca pela vacina contra a COVID-19, institutos e indústrias de diversos países aceleraram suas pesquisas e encurtaram os prazos de fabricação baseados no que se sabe sobre outras versões do coronavírus que causaram epidemias como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS).

            O Brasil também não está de fora desta busca. Em conjunto com a Universidade de Oxford, uma possível vacina será testada em cerca de 2.000 voluntários no Rio de Janeiro e em São Paulo. O país é um bom candidato para a pesquisa da vacina, pois é necessário haver o vírus circulante na população.

            Além da vacina de Oxford, uma vacina será produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. A iniciativa é fruto da parceria do governo de São Paulo com o laboratório chinês Sinovac Biotech. Vale ressaltar que o início da produção depende do sucesso da última fase de estudo clínico que busca comprovar a eficácia da vacina.

            É importante mencionar que talvez a primeira vacina aprovada contra a COVID-19 não seja a melhor possível. Mas, sendo segura e mesmo oferecendo uma proteção parcial, ela deverá ser usada por causa da gravidade da pandemia.

            Estamos todos na torcida por essa vacina e acreditamos que em breve teremos excelentes notícias. Continue acompanhando o nosso blog!