Além do friozinho característico, o inverno traz uma maior propensão a doenças respiratórias, especialmente por conta do tempo seco. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país são as mais afetadas por essa tendência, de acordo com o Ministério da Saúde, mas adotar medidas de prevenção é importante para todo mundo. Vamos saber como manter as doenças de inverno bem afastadas!

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Combata a grande vilã: a gripe!

Como o clima fica propício para a transmissão de vírus e a proliferação de fungos e bactérias, a primeira dica é evitar aglomerações. A concentração de pessoas em ambientes fechados também favorece a circulação de agentes causadores de doenças. Então, deixe o ar circular mesmo que, para isso, você precise reforçar o agasalho.

De acordo com o Ministério da Saúde, hábitos simples de higiene também são importantes para prevenção. Os vírus permanecem vivos no ambiente por até 72 horas e, em superfícies como corrimãos, maçanetas e torneiras, por até 10 horas. Por isso, lavar as mãos com água e sabão com mais frequência ao longo do dia é sempre interessante. Na rua, álcool em gel a 70% é uma boa pedida de manutenção da limpeza.

Está doente ou notou a presença de alguém com sintomas de gripe? Evite contato! A forma mais comum de transmissão é a direta, ou seja, de uma pessoa para outra. Isso normalmente acontece por meio de gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir e espirrar. Para evitar a proliferação, cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar e, em seguida, jogue o lenço fora. A outra forma é a indireta: quando as mãos tocam superfícies contaminadas por secreções de pessoas doentes e, assim, carregam o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos. Portanto, é importante desinfetar as superfícies como mesas e corrimãos.

Outra eficiente forma de prevenção é a vacina contra a gripe. Ela não elimina totalmente a transmissão da doença, mas pode reduzir as complicações, especialmente entre crianças e idosos. Lembrando que, no caso dos idosos, a gripe pode evoluir com mais facilidade para uma pneumonia ou acabar agravando doenças crônicas já existentes, com hipertensão e diabetes. Em casos como esses, é importante procurar o serviço de saúde já ao sinal dos primeiros sintomas.

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Gripe, resfriado ou rinite: entenda a diferença

De acordo com o Ministério da Saúde, a gripe tem início súbito e, na maior parte dos casos, tem cura espontânea. Os sintomas costumam se manifestar entre dois e três dias após o contágio e duram, em média, uma semana. Febre alta permanente e dificuldade para respirar são sinais que podem indicar o agravamento do quadro.

Já o resfriado tem sintomas mais brandos e dura menos tempo: entre dois e quatro dias. Em geral, as pessoas apresentam tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. No resfriado, a febre é menos comum e, quando aparece, é baixa.

Outra doença que tem sintomas parecidos com os da gripe é a rinite alérgica. Nesse caso, surgem espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. Uma diferença importante aqui é que a rinite alérgica não é uma doença transmissível. Ela é provocada pelo contato com agentes que causam alergia, como poeira, pelos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos. Como isso varia de uma pessoa para outra, a prevenção envolve evitar aquilo que desencadeia as crises.

Se você se identifica com sintomas de gripe, resfriado ou rinite, vale ter atenção às recomendações do Ministério da Saúde: busque atendimento médico e não faça uso de medicamentos, como antigripais e antialérgicos, por conta própria. A automedicação pode mascarar sintomas, contribuir para o agravamento da doença e dificultar tanto o diagnóstico quanto o tratamento. Então, cuidado!

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