A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que existem cerca de 70 milhões de pessoas com autismo no mundo. Por aqui, não há estatísticas oficiais do Ministério da Saúde, mas se estima que 2 milhões de brasileiros tenham algum transtorno do espectro autista. Pensando em desmistificar o assunto, vamos conhecer 5 fatos sobre o autismo.

Veja mais:

Síndrome do pânico: você conhece os sintomas?
O que é a Síndrome de Burnout?

1. O autismo engloba diferentes síndromes

Três diferentes síndromes estão dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA), que é o nome “completo” do autismo. Todas elas são marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico e possuem características fundamentais, definidas da seguinte maneira pela Associação Brasileira de Autismo:

    • Desvios qualitativos na comunicação:quando há dificuldade de utilizar com sentido todos os aspectos da comunicação verbal e não verbal. Isso inclui gestos, expressões faciais, linguagem corporal, ritmo e modulação na linguagem verbal.
    • Desvios na interação social:que é o ponto crucial no autismo e o mais fácil de gerar falsas interpretações. Significa a dificuldade de se relacionar com os outros, a incapacidade de compartilhar sentimentos, gostos e emoções e a dificuldade na discriminação entre diferentes pessoas.
    • Desvios no uso da imaginação:se caracteriza por rigidez e inflexibilidade e se estende às várias áreas do pensamento, linguagem e comportamento da criança. Isso pode ser exemplificado por comportamentos obsessivos e ritualísticos, compreensão literal da linguagem, falta de aceitação das mudanças e dificuldades em processos criativos.

Essas características podem se manifestar em conjunto ou isoladamente.

9 perguntas e respostas sobre câncer infantil
Guia de vacinas para crianças

2. Uma em cada cem crianças é portadora de autismo

Em geral, o autismo se instala nos três primeiros anos de vida, quando os neurônios que coordenam a comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar as conexões necessárias. De acordo com a Autism Society of America, o autismo é quatro vezes mais frequente em meninos do que em meninas. O diagnóstico é essencialmente clínico: baseia-se nos sinais e sintomas e leva em conta o comprometimento, o histórico do paciente e os critérios estabelecidos pelo Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).

Veja mais:

Primeiros meses do bebê: O que esperar e no que ficar de olho
Meu filho não quer comer, e agora?

3. É possível observar sinais de autismo na criança

A Associação Brasileira de Autismo explica que, normalmente, o que chama a atenção dos pais é que a criança é excessivamente calma e sonolenta ou chora sem consolo por muito tempo. O bebê não gostar do colo ou rejeitar o aconchego também é uma queixa frequente. Aqui tem outros sinais que você pode observar na criança:

infográfico descritivo sobre o comportamento comum entre quem tem transtorno do espectro autista

4. A dinâmica familiar problemática não é causa de autismo

No passado, essa possibilidade foi até considerada, mas a tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos, biológicos e ambientais. Uma vez que as causas do transtorno não são totalmente conhecidas, como forma de prevenção, a Associação Brasileira de Autismo recomenda cuidados gerais a todas as gestantes, especialmente no que diz respeito à ingestão de produtos químicos, tais como remédios, álcool e cigarros de qualquer tipo. A tempo: nenhuma vacina tem o poder de desencadear o autismo.

Veja mais:

Estresse na gravidez pode prejudicar o bebê
Alimentação e amamentação: o que comer e o que evitar

5. Como não é uma doença, o autismo não tem cura

Também não existe um padrão de tratamento que possa ser aplicado em todos os portadores do autismo. Como envolve características muito particulares, cada caso exige um tipo de acompanhamento específico e individualizado. Esse “tratamento” pede a participação dos pais, dos familiares e de uma equipe profissional multidisciplinar.
O principal objetivo é a reabilitação global da criança e só quando há diagnóstico de complicações e comorbidades é que o uso de medicamentos entra em cena. Sobre isso, a Associação Brasileira de Autismo comenta que em 30% dos casos de autismo ocorre epilepsia, que dá os primeiros sinais no começo da vida da criança ou mais tarde, na adolescência.

Quer ver dicas de saúde? Veja mais no blog da Care Plus e assine o canal da Care Plus no Youtube.