Amamentar é muito mais do que nutrir: e isso é algo que tem ganhado cada vez mais reforço diante de tudo o que o leite materno representa no desenvolvimento do bebê.
De acordo com o Ministério da Saúde, “amamentar é um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional”.
A seguir, veja 11 fatos que você precisa saber sobre leite materno e que podem reforçar a sua importância na vida de toda criança.

1. O leite materno é um alimento completo
A lista de ingredientes da composição do leite materno é muito grande. Os mais importantes são minerais, vitaminas, gordura e aminoácidos.
Mas esse líquido precioso ainda contém nucleotídeos (que fornecem as bases para o DNA), carboidratos (que dão energia), fatores de crescimento (substâncias que auxiliam na maturação da mucosa intestinal) e fatores antimicrobianos (utilizados pelo sistema imunológico para identificar e neutralizar partículas estranhas).
Diante de tudo isso, já dá para perceber porque, até os 6 meses, o bebê não precisa mesmo de nenhum outro alimento (chá, suco, água, outro leite, nada!).
Ah, sem contar que é de fácil digestão e está sempre quentinho.

2. Funciona como uma vacina
Por ser rico em anticorpos, o leite materno protege a criança de muitas doenças como diarreia, infecções respiratórias, alergias. Ainda diminui o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade.
Só para ter ideia da sua importância na proteção à saúde, a Organização Mundial da Saúde estima que o aleitamento materno poderia livrar 13% das crianças menores de 5 anos da morte por causas evitáveis, em todo o mundo.
Mas atenção! Ainda que seja muito poderoso, o leite materno não exclui a necessidade de cumprimento do calendário de vacinação da criança.

3. Amamentação traz mais benefícios
Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança (o movimento feito pela boca do bebê auxilia no desenvolvimento do palato e da mandíbula), ajuda a ter dentes bonitos, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração.

4. Orquestra os hormônios femininos
São os hormônios ocitocina e prolactina que entram em ação para que o leite materno seja produzido (isso acontece ainda durante a gestação!) e encaminhado aos seios durante a amamentação.
A ocitocina estimula a contração das células musculares, expulsando o líquido para fora dos alvéolos. Como também tem a função de contrair o músculo do útero durante e após o nascimento, no período da amamentação, esse hormônio acaba ajudando o útero a voltar ao seu tamanho original. Outra curiosidade: quando a mulher está submetida a muito estresse, acaba liberando muita adrenalina, que tem ação de bloquear a ocitocina, resultando em prejuízo à amamentação.
Já a prolactina é liberada a partir do cérebro e dá o sinal verde para que as células alveolares reajam, produzindo o leite.
E não podemos esquecer do estrógeno, que estimula o desenvolvimento dos ductos por onde o leite passa; nem da progesterona, que atua no crescimento dos alvéolos e lóbulos. Uma curiosidade: segundo os endocrinologistas, essa dupla é responsável, em parte, pela intensa sensação de precisar estar sempre junto do bebê que as mães sentem.

5. Adapta-se às necessidades do bebê
A composição do leite materno está em constante modificação. Nos primeiros dias do aleitamento, as glândulas mamárias produzem um “primeiro leite” chamado de colostro – muito rico em nutrientes.
Passados por volta de quatro dias, o colostro se transforma em um leite de transição.
É só no décimo dia após o início do aleitamento que as glândulas mamárias produzem o leite maduro, que também se modifica ao longo do crescimento da criança, adaptando-se às suas necessidades.
Ah, e vale a pena saber: o sabor do leite materno se altera dependendo da alimentação da mulher e dos produtos usados na higiene das mamas. Então, vale seguir direitinho as orientações dos profissionais de saúde para essa fase.

6. O leite se altera durante a mamada
No início da mamada, o leite tem mais água e mata a sede. No fim, tem mais gordura e mata a fome do bebê (ao mesmo tempo em que faz com que ele ganhe mais peso). Essa pequena alteração na composição é muito importante para toda a produção de leite.
Isso porque, assim que a amamentação começa, a criança, com fome, suga com mais força, favorecendo o esvaziamento da mama. Para que a outra mama também seja esvaziada adequadamente, é interessante que a mãe comece a próxima mamada por ela.
De acordo com os especialistas, com essa alternância entre as mamas, o corpo da mulher é incentivado a produzir mais leite.

7. Pode ser oferecido sob livre demanda
Isso significa que a criança não só pode como deve ser amamentada na hora que quiser e quantas vezes quiser. Mas só para ter uma ideia, em geral, um bebê em aleitamento materno exclusivo mama de oito a 12 vezes ao dia.
De acordo com o Ministério da Saúde, o tempo de permanência na mama em cada mamada não deve ser fixado, porque o tempo necessário para o seu esvaziamento varia para cada dupla mãe/bebê. Fatores como a fome da criança, o intervalo entre as mamadas e o volume de leite armazenado na mama devem ser considerados.
Curiosidade: uma mulher produz até um litro de leite por dia. Uma criança consome entre 200 e 250ml a cada mamada.

8. O leite materno deixa o bebê mais inteligente
O alimento é rico em DHA, uma fração do ômega-3 que, entre outras funções no nosso organismo, participa da formação de células nervosas, ao mesmo tempo em que facilita a comunicação entre elas.
É isso que vai garantir, nos primeiros cinco anos de vida, que o cérebro dos pequenos se desenvolva de forma saudável. O resultado? Um ótimo desenvolvimento cognitivo, com crianças muito espertas e com facilidade para aprender.

9. Também protege contra obesidade
De acordo com um estudo publicado pela revista Scientific Reports com mais de 3,4 mil recém-nascidos, o leite materno pode reduzir o efeito de um dos principais genes associados ao sobrepeso e à obesidade.
Os pesquisadores explicam que o alimento interfere na sensação de saciedade e ingestão de comida, mas reforçam que outros fatores (como herança familiar, dieta equilibrada e prática de atividades físicas) também devem ser considerados quando se pensa em prevenir problemas de peso tanto na infância quanto na idade adulta.

10. Traz benefícios para a mãe
O aleitamento traz uma série de benefícios para a saúde da mulher após o parto. Vamos à lista? Reduz o peso mais rapidamente; diminui o risco de anemia, de diabetes e do desenvolvimento de câncer de mama e de ovário; pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez (nesse caso, só nos primeiros 6 meses de vida do bebê e desde que a mãe ainda não tenha menstruado e esteja amamentando exclusivamente e em livre demanda).

11. Pode ser doado!
A maioria das mulheres que amamentam pode doar leite materno. Para isso, basta fazer a coleta correta do leite que sobra após a amamentação do filho – as orientações são passadas pelo Banco de Leite Humano (BLH) da cidade, quando ela se cadastra como doadora.
Os impedimentos para a doação são: ser portadora de doenças infectocontagiosas, como hepatite e AIDS; ser usuária de álcool ou outras drogas; ser fumante. Também é preciso informar ao BLH sobre o uso de medicamentos.

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