Semana a semana

  • 12ª Semana

    Seu bebê já está todo formado, seus órgãos já estão assumindo a posição definitiva. O fígado começa a produzir bile e os rins produzem urina que é levada para a bexiga.

    Ele já se mexe bastante, se é cutucado ele muda de posição, mas você ainda não consegue sentir. O cérebro já começa a fazer conexões nervosas. O bebê já tem alguns reflexos que você encontrará ainda depois do nascimento, se algo encosta na palma de mão, ele fecha os dedos, se encosta no pé, ele dobra os dedos, se encosta nas pálpebras, a musculara dos olhos reagem, contraindo-se.

    O útero, que antes de você engravidar, ficava atrás do osso da bacia, começa a ultrapassar a borda da sínfise púbica. O médico já consegue sentir a parte superior do útero, também chamada de fundo uterino, palpando o baixo ventre. Agora, que você está entrando no segundo trimestre, acaba não tendo como fugir das roupas mais folgadas.

    Pode ser que a sensação de enjôo passe, e você perceba que seu apetite voltou.

  • 13ª Semana

    Seu bebê já tem impressões digitais, ele já desenvolveu o reflexo de busca e sucção que será fundamental na amamentação.

    Seu bebê é uma menina, então ela já tem cerca de 2 milhões de óvulos nos ovários; quando ela nascer, terá cerca de 1 milhão óvulos. E quando chegar a fase reprodutiva terá cerca de 200 mil óvulos.

    Agora começa a fase mais gostosa da gravidez, os enjôos, cansaço e a vontade de ir ao banheiro toda hora melhoraram. Sua barriga começa a aparecer.

    Você já pode estar produzindo o colostro, que é rico em imunoglobulinas, responsáveis pela formação do sistema de defesa. O colostro sustentará seu bebê até que o leite desça, o que acontece de 3 a 5 dias após o parto.

  • 14ª Semana

    Nessa fase o corpo do bebê cresce mais rápido que a cabeça. A pele dele será coberta por uma penugem chamada lanugo, que costuma desaparecer após o nascimento. O cabelo e sobrancelhas começam a crescer.

    Seu bebê faz vários movimentos, apesar de você ainda não senti-los, faz careta e pode até chupar os dedos.

    Essa semana termina o prazo para a medição da translucência nucal.

    A translucência nucal é realizada pela ultrassonografia com o objetivo de detectar síndrome de Down e outros problemas congênitos. É medida a espessura de uma dobra do pescoço.

    Seu médico pode solicitar também, uma aminiocentese, exame que coleta uma amostra do líquido amniótico para exames mais detalhados.

  • 15ª Semana

    Você já pode ter ganho uns 2 a 5 kilos, mas seu bebê pesa apenas 70 gramas e mede cerca de 11 cm. As pernas e braços estão ficando mais compridos, as unhas já estão formadas. Talvez já seja possível descobrir o sexo do bebê.

    Geralmente as mães começam a sentir os movimentos do bebê com entre 16 e 22 semanas. Essa movimentação é bem leve, parece um tremido na barriga, como se fossem gases mesmo, mas já é seu bebê dando cambalhotas. Preste atenção e conte ao seu médico quando começou a sentir. Sentir os movimentos é um indicativo de que pode iniciar atividade física.

  • 16ª Semana

    Seu bebê passará por um período de crescimento nas próximas 3 semanas. Ele dobrará de peso e esticará bastante.

    Bebês adoram brincar, mesmo dentro do útero, seu primeiro brinquedo é o cordão umbilical. Ele segura, puxa e aperta o cordão umbilical, mas nada que possa prejudica-lo.

    Os sistemas circulatório, urinário e respiratório já estão prontinhos para funcionar, seu bebê inspira e expira líquido amniótico.

    É comum sentir dores nas laterais do corpo, principalmente ao fazer movimentos bruscos. São os ligamentos que seguram o útero que estão esticando e podem causar dor. Se a dor for muito intensa e constante, avise seu médico.

  • 17ª Semana

    Suas consultas de pré-natal ficarão mais emocionantes, agora o médico escutará os batimentos do coração do seu bebê em todas as consultas. O esqueleto dele é formado por uma cartilagem bem flexível, que ficará rígido com o tempo.

    Nessa fase, seu centro de gravidade está mudando, você sentirá a mudança no seu equilíbrio. Tome cuidado, use saltos mais baixos, redobre a atenção ao caminhar.

    Está difícil conseguir uma posição para dormir, prefira deitar do lado esquerdo, use almofadas para apoiar as pernas e as costas.

    Aproveite e faça uma visita ao dentista, é importante prestar mais atenção à saúde bucal.

  • 18ª Semana

    Entre a 18ª e a 22ª seu médico pedirá uma ultrassonografia morfológica, que permite fazer uma avaliação mais detalhada do desenvolvimento e crescimento do seu bebê, da placenta e cordão umbilical. Acompanhar esse exame é bem gostoso, você verá seu bebê como não havia visto, é uma ótima oportunidade para o papai “realizar”, conhecer seu filho. Às vezes o médico grava o exame ou mesmo imprime fotos do bebê.

    Muitas vezes é nesse exame que se descobre o sexo do bebê, os órgãos genitais dos meninos são mais fáceis de reconhecer.

  • 19ª Semana

    Você já está na metade do caminho! O fundo do seu útero já chega à altura do seu umbigo e crescerá cerca de um centímetro por mês.

    Nessa semana o sistema sensorial chega ao auge do desenvolvimento. As células nervosas já não são produzidas em grande quantidade, o esforço agora é desenvolver e amadurecer as já existentes. As áreas do cérebro responsáveis pelos sentidos: tato, paladar, olfato, audição e visão estão se desenvolvendo, isso é, seu bebê já tem uma percepção rudimentar dos sentidos.

  • 20ª Semana

    Seu bebê mede aproximadamente 17 cm, do topo da cabeça até o bumbum. Para preparar o sistema digestivo ele engole líquido amniótico e seu intestino já é capaz de absorver a água presente no líquido.

    O corpo está revestido por uma substância gordurosa chamada vérnix caseoso, essa camada protege a pele do líquido, ajuda na hora do parto, se for parto normal.

    Nessa fase ocorre um aumento no volume de sangue da mamãe, o sangue fica mais diluído e é importante cuidar para não desenvolver anemia. Cuidado na alimentação, procure comer alimentos ricos em ferro como: vegetais verdes escuros: brócolis, espinafre, couve, carnes magras vermelha e branca, grãos: lentilha, feijão.

    A vacina contra tétano deve ser aplicada a cada 10 anos. Caso você nunca tenha tomado, já pode iniciar as aplicações, são 3 doses. Se fizer mais de 10 anos que tomou basta fazer o reforço.

  • 21ª Semana

    Agora a medição do seu bebê é feita de forma diferente: é medido do topo da cabeça até o calcanhar, ele mede cerca de 27 cm e pesa em torno de 360 gramas.

    Seu bebê já escuta sua voz, converse com ele. Pode até colocar algumas músicas para ele ouvir. Alguns estudos mostram que se você colocar músicas para ele ouvir agora, quando ele nascer essas mesmas músicas o acalmarão.

    Outros estudos mostram que recém-nascidos sugam com mais vigor ao escutar a leitura de um livro que tenha sido lido pela mãe durante a gravidez. Escolha um que você realmente goste, pois você terá que lê-lo inúmeras vezes.

    Aproveite que a barriga não está muito grande para fazer as compras do enxoval.

  • 22ª Semana

    Seu bebê já tem a aparência do recém-nascido, só que bem mais magrinho, ele mede 27 cm e pesa 430 gramas.

    Ele vai ganhar bastante peso agora, você pode ganhar cerca de 200 gramas por semana. Pode ocorrer um aumento na secreção vaginal, porém essa deve ser sem cheiro, sem coceira, caso tenha algum desses sintomas avise seu médico.

    Os sistemas circulatório, urinário e respiratório já estão prontinhos para funcionar, seu bebê inspira e expira líquido amniótico.

    É comum sentir dores nas laterais do corpo, principalmente ao fazer movimentos bruscos. São os ligamentos que seguram o útero que estão esticando e podem causar dor. Se a dor for muito intensa e constante, avise seu médico.

  • 23ª Semana

    Seu bebê continua crescendo, ele pesa cerca de 500 gramas e 29 centímetros de comprimento. Ele escuta sua voz, seu coração batendo e os barulhos do seu estômago e intestinos. Ele pode ouvir também sons altos como o latido do cachorro e o aspirador de pó, esses sons não serão um problema depois do nascimento, ele já estará acostumado com esses barulhos.

    Alguns estudos mostraram que o bebê reage de forma diferente ao escutar músicas, faça o teste!

    Você deve estar sentindo-se bem desajeitada, agora sua barriga vai crescer mais rápido. É comum a grávida esbarrar em portas, por exemplo. É comum também a gengiva sangrar, cuide da higiene bucal e se for necessário procure seu dentista.

  • 24ª Semana

    Com mais de 600 gramas seu bebê já está ocupando bastante espaço do útero.

    Nessa fase é comum o aparecimento das estrias, 90% das mulheres são atingidas. No início, aparecem como marcas claras, vermelhas ou amarronzadas, dependendo do tom da pele. Depois do parto, as marcas devem ficar menores e mais claras, quase sumindo. As áreas mais afetadas são: barriga, bumbum, mamas. O ganho de peso excessivo favorece o aparecimento das estrias.

    Um lembrete: o berço demora cerca de 60 dias, ou mais para ser entregue, você já providenciou o seu?

  • 25ª Semana

    Seu bebê já mede 35 cm e pesa mais de 700 gramas.

    Estudos mostram que o bebê nessa fase já reage à luz, se colocar uma luz forte na barriga o bebê vira o rosto, sinal que o nervo da visão já está funcionando.

    Nas consultas de pré-natal, seu médico medirá sua pressão, sua barriga, seu peso, ouvirá o coração do seu bebê e poderá solicitar alguns exames de laboratório.

    O controle do ganho de peso é muito importante, pois ganho excessivo aumenta o risco de desenvolver diabetes e hipertensão na gestação.

  • 26ª Semana

    Seu bebê cresce aproximadamente 1 cm por mês, medindo agora 36 cm. Agora ele já abre os olhos.

    Cuide da sua alimentação, nessa fase o bebê cresce bastante, o cérebro dele desenvolve-se intensamente e precisa de nutrientes. Verduras, legumes, frutas, grãos, cereais integrais, devem ser ingeridos diariamente. Beba de 6 a 8 copos de água durante o dia, a água ajuda no bom funcionamento do intestino. Evite ficar mais de 3 horas em jejum. Faça pequenos lanches nos intervalos das grandes refeições.

  • 27ª Semana

    Especialistas acreditam que os bebês começam a sonhar por volta da 28ª semana. E como são esses sonhos? Ninguém sabe ao certo! Tente contar uma história, quem sabe assim ele terá bons sonhos!

    O cérebro continua em pleno desenvolvimento, algumas características do cérebro adulto começam a aparecer nessa fase, continue cuidando da alimentação.

    Nessa fase é comum seu bebê ter soluços. Você sente como “pulos” ritmados dentro da barriga. É comum ele soluçar até o final da gravidez.

    Seu útero está bem grande e ocupa parte do tórax, o que pode causar falta de ar e às vezes até falta de apetite.

    Se seu sangue é Rh negativo, pode ser necessário o uso de um medicamento que previne complicações com o bebê após o nascimento. Solicite a lâmina sobre Rh negativo, caso queira saber mais sobre esse assunto.

  • 28ª Semana

    Seu bebê já pesa mais de 1 kg e chega a medir 38 cm. Nessa fase ele começa a acumular a gordura marrom, tipo de gordura que só é produzida na fase intra-útero. Essa gordura fornece energia para seu bebê suportar o parto e os primeiros dias de vida.

    Por isso essa é a fase que você ganhará mais peso, uma média de 1,7 kg por mês! É a reta final.

    É comum estar ansiosa pois o parto está chegando. Faça uma lista das coisas que ainda precisa fazer, ajuda a passar o tempo.

    Os sistemas circulatório, urinário e respiratório já estão prontinhos para funcionar, seu bebê inspira e expira líquido amniótico.

    É comum sentir dores nas laterais do corpo, principalmente ao fazer movimentos bruscos. São os ligamentos que seguram o útero que estão esticando e podem causar dor. Se a dor for muito intensa e constante, avise seu médico.

  • 29ª Semana

    Seu bebê já pesa mais de 1 kg e está com cerca de 38 cm.

    O cérebro continua em pleno desenvolvimento.

    Essa fase é a que seu bebê mais precisa dos nutrientes como ferro, cálcio, proteína e vitaminas. Não descuide da alimentação.

    O esqueleto está ficando mais rígido por isso a necessidade de consumir cálcio, encontrado no leite e seus derivados.

    É comum sentir mais fome nessa fase, já que o bebê está crescendo. Cuidado com doces e alimentos gordurosos.

  • 30ª Semana

    Agora o crescimento do seu bebê não será mais tão intenso. Nessa fase os esforços são para engordá-lo. Os órgãos já estão quase prontos.

    Especialistas acreditam que seu bebê já consegue distinguir a intensidade de claridade dentro do útero. Se você encostar uma lanterna na barriga, seu bebê pode querer “brincar” com essa luz. Acredita-se que esse estimulo seja benéfico para o desenvolvimento visual.

    Apesar de já distinguir a luminosidade, a visão dele só estará completamente desenvolvida entre os 4 e 6 anos de vida. O recém-nascido enxerga bem a uma distância de 20 a 30 cm, é a distância entre os olhos do bebê e seu rosto quando ele está no seu colo.

    Continue de olho na alimentação, evite ficar mais de 4 horas sem comer nada, faça lanchinhos nos intervalos das refeições, mas cuidado com o que come. Prefira um iogurte, uma fruta a uma bolacha, por exemplo.

  • 31ª Semana

    O corpo do seu bebê já tem as proporções de um recém-nascido. Ele está pesando aproximadamente 1,5 kg e tem 41 cm.

    Essa fase é comum você ficar inchada, principalmente se estiver calor. Esse inchaço aparece mais no final do dia e contribui para o aumento do seu peso. Se perceber que o inchaço apareceu do dia pra noite e principalmente no rosto e nas mãos, avise seu médico, pode ser um sinal que sua pressão arterial esteja aumentando.

    Agora você percebe que o bebê fica mais quietinho, não faz mais movimentos tão bruscos. É... ele já não tem tanto espaço para dar cambalhotas.

    Você pode sentir sua barriga ficando dura, são as contrações de ensaio, contrações de Braxton Hicks. As contrações aparecem sem um ritmo nem frequência, geralmente depois de um esforço maio que o de costume. E não é a barriga toda que fica, é só um pedaço, geralmente na frente, ou de um lado, parece que o bebê “fez uma bolinha” num lado da barriga. Isso é normal, não se assuste. Só se preocupe se as contrações aparecerem num ritmo e se a barriga toda estiver ficando dura.

  • 32ª Semana

    Seu bebê está crescendo, pesa em torno de 1,7 kg, e tem 42 cm em média. Ele já ocupa quase todo o espaço na sua barriga! Continua se movimentando, mas agora de um jeito diferente. Ele já não tem tanto espaço para cambalhotas, mas mexe muito os braços e as pernas.

    Seu bebê chega a ganhar 200gr por semana nessa fase, então não se assuste com o ganho de peso, entre 1 e 1,5 kg por mês é o esperado.

    Mas continue cuidando da alimentação!

  • 33ª Semana

    Daqui um mês seu bebê já pode nascer!!! Segure a ansiedade, se der, rs!

    Seu bebê já pesa 2 kg e tem em média, 44cm.

    Geralmente nessa fase o bebê “vira de cabeça pra baixo”, se preparando para o parto! Alguns bebês encaixam, então você pode sentir uma pressão na pelve. Mas fique tranquila, outros bebês viram mais pra frente e alguns encaixam na hora do parto!

    Sabe a moleira? Então, os ossos do crânio não fecham completamente, assim podem se acomodar no canal de parto, facilitando sua passagem. Esse “projetinho” foi muito bem pensado!

    Nessa fase também é comum aparecer o inchaço das mãos e pés, principalmente no final do dia e em dias quentes. Se você já acordar muito inchada, converse com o médico.

    Para amenizar o inchaço, beba bastante água, caminhe um pouco durante o dia!

  • 34ª Semana

    E seu bebê continua crescendo, afinal essa é uma das suas funções agora, acumular gordura. Essa gordura é que vai ajudar a fornecer energia pro seu bebê nos primeiros dias de vida!

    Ao nascer, o estômago do bebê é muito pequeno, o colostro é muito pouquinho, então ele usa essa gordura!

    Seu bebê está ocupando muito espaço, muitas grávidas ficam com dificuldade pra falar, comer, dormir. Por isso, diminuir as porções dos alimentos nas principais refeições e fazer lanches nos intervalos, ajuda a não encher o estomago de uma vez e ainda não te deixa mais de 4 horas sem comer nada! Seu bebê precisa de aporte para engordar.

    Pra dormir, sentada, se conseguir! De lado é uma boa também, apoie com travesseiros a barriga, as costas, até conseguir uma posição confortável.

    Você pode sentir uma dor nos quadris. Seu corpo produz um hormônio para relaxar as articulações, para facilitar o parto, esse hormônio solta as articulações do quadril, por isso a dor ou até dormência.

  • 35ª Semana

    A audição do seu bebê já está pronta! Se você ainda não conversou com ele, experimente! Ele já conhece sua voz e até do papai! Alguns bebês, logo que nascem, param de chorar quando escutam a voz da mãe ou do pai

    Seu útero e músculos do abdomem estão mais finos, as vezes dá pra ver algo parecido com um pé ou cotovelo, seja criativa, rs!

    É comum a vontade de fazer xixi toda hora, sua bexiga está bem apertadinha! Cuide da hidratação, não deixe de beber água por isso.

  • 36ª Semana

    As roupas já não cabem mais! A barriga parece que triplica de tamanho a cada dia! Bom sinal, seu bebê continua ganhando peso, cerca de 30 gr por dia!

    O tempo parece que não passa, diz-se por aí que a gestação tem 8 meses e um século, esse último não passa.

    Agora seu médico vai lhe ver com mais frequência, pois a partir da próxima semana, seu bebê já está pronto pra nascer!

    Geralmente o primeiro filho, nasce mais pra perto da 40ª semana, até depois.

    Você já deve ter ouvido falar que a “barriga cai”? Pois é, é o bebê que encaixa, geralmente quando isso acontece conseguimos colocar a mão fechada entre o peito e a barriga, mas como já vimos, o bebê pode encaixar na hora do parto.

  • 37ª Semana

    Pronto!!! Agora qualquer hora é hora, seu bebê já pode sair do forno, rs!

    As contrações ritmadas com intervalos de 5 minutos indica que o trabalho de parto começou! Daí até o bebê nascer ainda pode demorar, umas 10 horas em média. Lembre-se, a força da gravidade ajuda o colo a dilatar, o bebê descer na pelve e encaixar! Então não fique deitada durante o trabalho de parto. Movimentos circulares com o quadril, subir e descer escada, ajudam o bebê encaixar e descer. Mas cuidado para não cair, faça os exercícios sempre acompanhada.

  • 38º Semana

    A gestação demora 10 meses e meio, se considerarmos as 42 semanas, então tente segurar a ansiedade! Agora dá uma vontade de ver logo o bebê, ver com quem parece, a cor dos olhos...

    Mas não temos controle sobre isso e a única coisa a fazer é esperar.

    Seu bebê continua engordando e crescendo.

Dicas Importantes

EXTRAÇÃO E ARMAZENAMENTO DO LEITE MATERNO

Armazenamento
Em temperatura ambiente o leite materno dura 2 horas. Caso você ofereça o leite e o bebê não mame todo o leite, esse restante deve ser desprezado.
Na geladeira
O leite materno na geladeira, dura 8 horas. Use sempre a prateleira de cima que é a mais fria.
Congelamento
  • O leite congelado pode ficar no freezer doméstico (com portas separadas da geladeira) por até 15 dias
  • É importante etiquetar o frasco com data e hora do congelamento
  • Para descongelar não use o micro-ondas, deixe que descongele em geladeira ou mesmo em temperatura ambiente (lembre-se que após das 2 horas em temperatura ambiente, fique de olho);
  • Depois de descongelado, deve ser consumido em até 24 horas e jamais recongele
  • Para acelerar o processo de descongelamento, pode usar o banho-Maria, em uma panela, ferva a água, apague o fogo e coloque o recipiente com o leite congelado dentro da panela, misture o leite fazendo movimentos circulares com o recipiente.
Extração

A extração do leite pode ser feito manualmente ou com auxílio de bombas específicas. Em ambas as situações:

  • Lave as mãos, os punhos, esfregando entre os dedos, embaixo das unhas
  • Separe os recipientes onde será armazenado o leite (já esterilizados)
  • Arrume um local sossegado e bem confortável, onde você possa sentar com as costas apoiadas
  • Prenda o cabelo
  • Evite falar durante a ordenha
  • Extração manual
  • Posicione os dedos indicador e polegar a +/- 2 cm da borda da aréola (parte mais escura envolta do bico)
  • Faça movimentos leves de expressão, sem deslizar os dedos, mas no sentido do bico
  • O leite vai começar a sair.
Esterilização dos frascos
Microondas
  • Esterilizadores de micro-ondas a vapor
  • Seguir a orientação do fabricante com relação a tempo e potencia do micro-ondas
Em fogão
  • Coloque os vidros e as tampas em uma panela e cubra com água
  • Deixe ferver por 15 minutos
  • Separe um pano de prato bem limpo e uma pinça
  • Use a pinça para retirar os vidros da panela e deixe-os secar de boca pra baixo sobre o pano de prato
  • Não use pano ou papel para secar a parte de dentro, deixe que seque sozinho

preparando a chegada do bebê

BERÇO SEGURO

Departamento Científico de Segurança da SBP

O berço é o local onde o recém-nascido e o bebê, nos primeiros meses de vida, passam a maior parte do seu tempo. Por isso, deve ser seguro e estável.
No Brasil, a certificação de berços deve obedecer às normas técnicas da ABNT (NBR 15860) e do Inmetro (NBR 15860-1 e 15860-2).

As principais recomendações de segurança são:

  • Colocar o bebê para dormir de barriga para cima
  • Assegurar-se que a cabeça do bebê esteja descoberta o tempo todo
  • Não deixar nenhum objeto solto no berço (travesseiro, almofada, protetores, brinquedos de pelúcia, etc.). Eles podem causar risco de sufocação, asfixia e estrangulamento;
  • É perigoso cobrir o bebê, se for necessário usar uma coberta, deve estar na altura do peito para baixo e presa firmemente nas laterais e pé do berço. Pijamas inteiros com pezinhos ou saquinhos de dormir são alternativas mais seguras
  • O colchão deve ser firme e de tamanho adequado nos quatro lados do berço
  • O berço nunca deve estar perto ou embaixo da janela, mesmo que tenha grade
  • Não deixar babá eletrônica nem equipamentos com fio dentro do berço ou próximos ao bebê
  • Ler e guardar as instruções de montagem do berço para eventuais consultas
  • Se você escolher um berço com rodas, elas devem ter travas, que devem estar acionadas todo o tempo
  • O estrado deve ser feito de uma só placa de madeira, e é importante que possa ter altura regulável. A posição mais baixa é a mais segura e deve ser adotada assim que o bebê consiga sentar-se sozinho
  • O colchão deve ser de espuma e não plastificado. A densidade recomendada para criança pequenas é a D18, plano, duro, não deformável e perfeitamente ajustado ao berço. Vire o colchão pelo menos uma vez por mês e substitua imediatamente se apresentar alguma deformação
  • As grades devem sempre ser mantidas elevadas. Evite comprar modelo de berço que tenha grades móveis. As grades e as traves devem ser arredondadas e o espaço ideal entre as traves varia entre 4 e 6 cm, e a altura das laterais do berço (medida desde a parte de cima do colchão) deve ter pelo menos 60 centímetros
  • Se você colocar um móbile para distrair o bebê, prenda firmemente ao berço, numa altura tal que não possa ser alcançado e puxado pelo bebê, principalmente quando ele começa a sentar. Caso contrário, pode servir de apoio para a criança se levantar – com o risco de feri-la ao se quebrar

Nem todo equipamento destinado às crianças, desde o nascimento, oferece a segurança necessária. Assim, ao adquirir qualquer móvel infantil, os pais devem levar em consideração não a beleza e os acessórios, mas sim avaliar sua qualidade e se certificarem que seja seguro.

Texto tirado na íntegra do site da Sociedade Brasileira de Pediatria

Enxoval

Para saber quanto de roupa colocar no bebê, geralmente uma camada a mais que você está usando. O bebê quando está com frio, fica com os pés e mãos frias, a pele fica como se tivesse “manchada bem fraquinha”. Quando está com calor pode ficar com a nuca suada e o bebê fica incomodado.

Para calcular a quantidade de roupinhas que vai comprar, considere a quantidade de vezes que se lava roupa na semana na sua casa. Normalmente o bebê usará: uma calça, um body (manga curta ou longa), um par de meias, um macacão, pelo menos, em um dia. Isso se a fralda não vazar, ele não regurgitar na roupinha, quer dizer, se nada acontecer. Então o bebê pode usar 2 trocas por dia. Se lavar uma vez por semana, serão 14 trocas, mas como nem sempre precisa trocar a roupinha toda e se lava roupa mais vezes na semana, podemos contar 10 trocas na semana.

Deve também considerar que os bebês nascem de tamanhos diferentes. Aqueles que nascem pequenos (com 3 kg ou menos) usam bastante as roupinhas RN, por mais de um mês. Já bebês que nascem maiores (3,5 kg ou mais) usam roupas RN por cerca de 15 dias, ou até menos.

Os bebês geralmente usam:

Tamanhos

Classificação

RN

0 a 2 meses

P

1 a 3 meses

M

3 a 6 meses

G

6 a 10 meses

GG

10 a 15 meses

Higiene

  • Creme para prevenção de assaduras: 1
  • Caixa de cotonete: 1
  • Escova: 1
  • Pente: 1
  • Tesourinha romba (sem ponta) e lixa de unha (polir): 1 de cada
  • Garrafa de álcool 70%
  • Pacotes de algodão de bola ou quadrado: 2
  • Garrafa térmica: 1
  • Sabonete neutro cabeça aos pés: 1
  • Termômetro para o bebê: 1

Móveis

Berço:

  • Importante que o espaço entre as grades seja entre 4 e 6 cm
  • Grades móveis levantam e abaixam
  • O estrado deve ser regulável
  • O colchão não pode ter folga
  • A tinta que não contenha chumbo

Trocador:

  • Tenha altura suficiente para não sobrecarregar a coluna dos pais
  • O colchãozinho deve ficar preso ao móvel
  • A Sociedade Brasileira de pediatria recomenda que o trocador tenha cinto de segurança (o bebê JAMAIS poderá ficar sozinho em cima do trocador)

Banheira

Cadeirinha do carro

saúde do bebê

SOROLOGIA PARA HEPATITE B (HBSAG)

O HBsAg – antígeno de superfície do vírus da hepatite B (VHB) – é o primeiro marcador que aparece no curso da infecção aguda pelo VHB e desaparece com a cura. Sua persistência por mais de 6 meses é indicativa de hepatite crônica. Portanto, HBsAg positivo indica presença de infecção pelo VHB, podendo ser aguda ou crônica, e está associado a risco de infecção congênita, que será maior se também estiver presente o HBeAg.

Sempre que HBsAg for positivo, independente da situação do HBeAg, estará indicado uso de vacina e imunoglobulina específica para VHB no recém-nascido nas primeiras 14 a 24 horas pós-parto. (A imunoglobulina está disponível nos Centros de Imunobiológicos Especiais – CRIEs). Se HBsAg positivo, avaliar função hepática (ver Capítulo 9, item 9.6).

A gestante com HBsAg reagente deverá continuar seu acompanhamento pré-natal na unidade básica de saúde e deverá também receber avaliação e seguimento médico para a hepatite.

Todo caso de hepatite B deve ser notificado à Vigilância Epidemiológica, pois se trata de doença de notificação compulsória.

SOROLOGIA PARA SÍFILIS

A Nota Técnica 04/2007 – nº 238, DOE 19/12/07, com retificação nº 5, DOE 09/01/08, recomenda a realização do teste confirmatório (treponêmico: TPHA ou FTA-Abs), na mesma amostra, quando o teste não treponêmico for reagente (VDRL ou RPR), em qualquer titulagem.

VDRL não reagente: escrever no cartão da gestante e informar à gestante sobre o resultado do exame e o significado da negatividade, orientando-a para o uso de preservativo (masculino ou feminino). Repetir o exame em torno da 30ª semana, no momento do parto ou em caso de abortamento, em virtude dos riscos de infecção/ reinfecção.

VDRL reagente: conforme a Nota Técnica citada, para todo VDRL reagente, o laboratório deve executar o teste confirmatório (FTA-Abs ou TPHA) da gestante, na mesma amostra. Se o teste confirmatório for não reagente, descartar a hipótese de sífilis e considerar a possibilidade de reação cruzada pela gravidez, ou outras doenças, como lúpus, e encaminhar a gestante para investigação clínica.

VDRL reagente (qualquer titulagem) e FTA-Abs ou TPHA positivo: investigar história e antecedentes. Se a história for ignorada, gestante e parceiro devem ser imediatamente tratados segundo esquema descrito no Capítulo 9, item 9.9. Nos casos em que o VDRL apresentar títulos baixos (1/8), a história for conhecida e o tratamento adequado, considerar como cicatriz sorológica ou memória imunológica; mas, com VDRL apresentando elevação na titulagem, considerar a possibilidade de uma reinfecção ou falha terapêutica (o VDRL é o teste indicado para avaliação de cura).

Na impossibilidade de se realizar o teste confirmatório, ou se este for muito demorado, e não havendo história passada de tratamento ou lesões sugestivas, considerar o resultado do VDRL reagente, em qualquer titulação, como sífilis em atividade e iniciar tratamento imediato para a mulher e seu parceiro sexual na dosagem e periodicidade recomendadas para sífilis latente de tempo indeterminado e seguimento sorológico.

TESTE DO OLHINHO
O que é?
É um exame simples, rápido e indolor, que consiste na identificação de um reflexo vermelho, que aparece quando um feixe de luz ilumina o olho do bebê. O fenômeno é semelhante ao observado nas fotografias. Para que este reflexo possa ser visto, é necessário que o eixo óptico esteja livre, isto é, sem nenhum obstáculo à entrada e à saída de luz pela pupila. Isso significa que a criança não tem nenhum obstáculo ao desenvolvimento da sua visão.
Por que e quando fazer?
A criança não nasce sabendo enxergar, ela vai aprender assim como aprenderá a sorrir, falar, engatinhar e andar. Para isso, as estruturas do olho precisam estar normais, principalmente as que são transparentes. O "Teste do Olhinho" pode detectar qualquer alteração que cause obstrução no eixo visual, como catarata, glaucoma congênito e outros problemas – cuja identificação precoce pode possibilitar o tratamento no tempo certo e o desenvolvimento normal da visão.

Desde junho de 2010, o pagamento do "Teste do Olhinho" por todos os planos de saúde é obrigatório, segundo decidiu a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Antes disso, em muitos estados e cidades, o exame foi instituído por lei e é realizado nas maternidades públicas e também particulares até a alta do recém-nascido. O objetivo da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) é que todas as crianças tenham este direito garantido!

A recomendação é que o Teste do Olhinho seja feito pelo pediatra logo que o bebê nasce. Se isto não ocorrer, o exame deve ser feito logo na primeira consulta de acompanhamento. Depois disto, continua sendo importante, nas consultas regulares de avaliação da criança, com a periodicidade definida pelo médico. Se o pediatra encontrar algum problema, vai encaminhar a criança para avaliação do oftalmologista.
Se o seu filho ainda não fez este teste, fale com seu pediatra!

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

TESTE DO PEZINHO
O Teste do Pezinho é um exame rápido de prevenção que coleta gotinhas de sangue do calcanhar do bebê com a finalidade de impedir o desenvolvimento de doenças que, se não tratadas, podem levar à Deficiência Intelectual e causar outros prejuízos à qualidade de vida das pessoas.

Para que a prevenção seja possível, a coleta deve ser efetuada na primeira semana de vida da criança e as amostras devem ser enviadas o quanto antes para o laboratório. A coleta deve acontecer após as primeiras 48 horas de vida do bebê.

TIPOS DE TESTES DO PEZINHO DA APAE DE SÃO PAULO:
Teste do Pezinho Básico:

Composto por quatro diagnósticos: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Anemia Falciforme (e demais Hemoglobinopatias) e Fibrose Cística.

Teste do Pezinho MAIS (ampliado):

Além do que se detecta no teste básico, inclui mais seis diagnósticos: Deficiência de G-6-PD, Galactosemia, Leucinose, Deficiência de Biotinidase, Hiperplasia Adrenal Congênita e Toxoplasmose Congênita.

Cobertura

A ANS determina que os testes do pezinho básico e ampliado (mais) sejam cobertos pelas operadoras. O teste do pezinho super não está no rol de procedimentos da ANS obrigatórios

FENILCETONÚRIA
Doença causada pela falta de uma enzima que transforma a fenilalanina - um aminoácido presente em todas as proteínas - em tirosina. Ocorre o acúmulo de fenilalanina - que poderá afetar o cérebro e levar à deficiência mental.

O nome da doença deve-se ao fato de haver eliminação excessiva de fenilalanina na urina, que fica com um odor semelhante ao do mofo. As crianças nascem normais mas à medida que recebem alimentos ricos em fenilalanina, passam a acumulá-la no corpo sem conseguir metabolizá-la. A frequência dessa doença é de 1 caso em cada 10.000 recém-nascidos.

A fenilalanina está presente principalmente em feijão, lentilha, grão-de-bico, soja, carnes, aves, peixes e frutos do mar, ovos, leite e derivados, leite materno ou fórmula infantil. Também em alguns alimentos como citados a seguir: arroz, beterraba, cenoura, tomate, cebola, batata, batata baroa, brócolis, repolho, abóbora, abobrinha, berinjela, couve-flor, chuchu, almeirão, couve, maçã, mamão, abacaxi, banana, figo, laranja, maçã, manga, melancia, melão, pera e pêssego, entre outros.

Como se transmite?
Através dos genes dos pais. Se os pais forem portadores, existirá 25% de chances de terem um filho com o problema.
Qual a importância desse exame?
A suspeita diagnóstica se faz quando o nível de fenilalanina no sangue estiver acima de 20 mg/dL e o nível de tirosina no plasma for normal ou reduzido. A causa mais comum de aumento de fenilalanina no sangue do recém-nascido (RN) é uma circunstância transitória chamada 'tirosinemia transitória'. Nesta condição ocorre aumento tanto de tirosina como de fenilalanina, por atividade inadequada da enzima que age sobre a tirosina e é dependente de vitamina C. Isto ocorre principalmente em RN prematuros (embora também possa ocorrer em RN normais) porque as vias metabólicas da fenilalanina só se desenvolvem a partir dos últimos meses da gravidez. A tirosinemia transitória geralmente regride, não implicando nos mesmos riscos da fenilcetonúria.
Qual é o tratamento da fenilcetonúria?
Exclusão de fenilalanina da dieta. Tem bom prognóstico para o desenvolvimento nervoso, principalmente se iniciada antes de 3 semanas de vida.
GALACTOSEMIA
O que é?
É uma deficiência de uma enzima (galactose-1-fosfato uridil transferase) responsável pelo processamento do açúcar contido no leite (chamado galactose). Quando as crianças com deficiência desta enzima ingerem leite, ocorre acúmulo de galactose nas células do fígado, dos rins, do cérebro e dos olhos, acarretando prejuízo para esses órgãos.

Os sintomas incluem problemas de coagulação, icterícia (pele amarelada), hipoglicemia (baixa da taxa de glicose no sangue), glicosúria (excesso de glicose na urina), excesso de acidez no sangue e catarata.

Como se transmite?
Através dos genes dos pais e de forma recessiva. Ocorre numa frequência de 1 criança doente em cada 60.000 nascimentos.
Qual a importância desse exame?
O diagnóstico precoce pode evitar um agravamento das consequências do excesso de galactose no corpo. Nestes casos, a criança não deve tomar leite ou substâncias que contenham lactose e galactose.
DEFICIÊNCIA DE BIOTIONIDASE
O que é?
A deficiência de uma enzima que reaproveita uma vitamina chamada biotina e que resulta na falta desta vitamina. As crianças com esta deficiência podem ter convulsões, fraqueza muscular, erupções na pele, queda de cabelo, acidez no sangue e deficiência imunológica.
Como se transmite?
Através dos genes dos pais.
Qual a importância desse exame?
A detecção precoce da falta da enzima possibilita o tratamento precoce.
Qual é o tratamento da deficiência da biotinidase?
Altas doses de biotina.
ANEMIA FALCIFORME
O que é?
É uma alteração na composição da hemoglobina que leva à formação de uma hemoglobina anormal chamada de S.
Como se transmite?
As hemoglobinopatias (doença da hemoglobina) são herdadas geneticamente dos pais. A presença de doença (anemia) e outros sintomas depende da intensidade e também do tipo de alterações da hemoglobina.
Quais são as consequências para o recém-nascido?
Doente: isto é, se ele for homozigoto, por ter herdado um gene da anemia da mãe e um gene do pai. É uma condição rara e atinge aproximadamente 8 indivíduos em cada 100.000 nascimentos. O recém-nascido não apresenta sinais da doença porque nasce com uma quantidade de hemoglobina fetal aumentada e esta proporciona proteção contra os efeitos da hemoglobina S (anemia, icterícia, dores ósseas, articulares e abdominais, infecções de repetição) até os seis meses de idade. Nessa ocasião já se pode confirmar o diagnóstico da anemia falciforme pelo predomínio de mais de 50% de hemoglobina S nos glóbulos vermelhos.

Portador: isto é, se ele for heterozigoto, por ter herdado o gene da anemia de apenas um dos pais. É mais frequente e atinge 500 indivíduos em cada 100.000 nascimentos. A criança portadora não apresenta sinais de doença até os seis meses de vida. Nestes casos, podem aparecer sintomas similares à anemia falciforme, com intensidade acentuadamente menor, e também sempre relacionada a situações desencadeantes como, por exemplo, infecções pulmonares graves, anestesia com baixa oxigenação, trabalho em condições de baixa oxigenação, avião despressurizado, grandes altitudes e raramente após exercício físico muito intenso. Em geral, este tipo de portador permanece assintomático durante toda a vida e o diagnóstico só virá a ser feito com exames de laboratório.

Qual é a importância desse exame?
Se tornar-se positivo, indicam-se novos exames após 6 meses de vida. Os pais também deverão realizar a investigação de hemoglobinopatia.
Qual é o tratamento para a anemia falciforme?
O recém-nascido está protegido contra as manifestações clínicas da anemia falciforme até os 6 meses, pela presença de hemoglobina fetal. Existe necessidade de acompanhamento médico para todo o doente de anemia falciforme. O traço falciforme NÃO é doença.
GLICOSE 6-FOSFATO DESIDROGENASE (G-6 PD)
O que é?
A deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) é o distúrbio metabólico mais comum dos glóbulos vermelhos. É causado por alterações de enzimas fundamentais para a estabilidade da membrana celular dos glóbulos vermelhos. Pacientes com a deficiência de G6PD podem apresentar destruição de glóbulos vermelhos (anemia hemolítica) e icterícia.
Como se adquire a doença?
É uma doença herdada geneticamente ligada ao cromossomo X, acometendo principalmente pacientes do sexo masculino. No Brasil, mais de 1% da população é portadora da doença.
Quais as consequências para o recém-nascido?
A grande maioria dos indivíduos deficientes de G6PD é assintomática. Alguns pacientes têm crises agudas de anemia por destruição dos glóbulos vermelhos quando entram em contato com certos alimentos - como a fava -, com substâncias químicas que podem ou não ser medicamentos (com Aspirina, sulfa etc) e diversas infecções virais. As crises de anemia hemolítica aguda se produzem pela destruição dos glóbulos vermelhos dentro do vaso sanguíneo e clinicamente se apresentam com anemia, icterícia e aumento do baço.
Qual a importância desse exame?
É importante para triagem, devendo ser realizados exames específicos para o diagnóstico.
O que fazer se o resultado estiver alterado?
Não é necessário tratamento se o bebê não apresentar manifestações clínicas. Deve-se, todavia, evitar uma série de medicamentos com ácido acetil salicílico, sulfas e outros com potencial para desencadear a destruição de glóbulos vermelhos.
HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO
O que é?
A Triiodotironina (T3) e a Tiroxina (T4) são os hormônios produzidos pela glândula tireoide. São fundamentais para a regulação da produção e do consumo de energia pelo organismo humano. Além disso, os hormônios tireoidianos atuam, desde a fase intra-uterina, estimulando o processo de crescimento e desenvolvimento e influenciando decisivamente a maturação do sistema nervoso central. A deficiência desses hormônios leva a um quadro clínico bem definido denominado hipotireoidismo.
Como se adquire a doença?
O hipotireoidismo pode ser adquirido em vida, por meio de alterações auto-imunes, inflamatórias ou infecciosas, e também antes do nascimento, quer por alterações genéticas, quer por alterações ambientais e do organismo materno.
Quais as consequências para o recém-nascido?
Considerando-se a forte influência dos hormônios tireoidianos sobre o crescimento e o desenvolvimento neuropsicomotor, fica fácil compreender que a falta deles pode levar ao prejuízo no crescimento da criança e a um retardo mental, que será tanto maior, quanto mais tempo esta falta persistir.
Qual a importância desse exame?
Os sinais e sintomas do hipotireoidismo são escassos nas primeiras semanas de vida. Sabe-se que ocorre um caso de hipotireoidismo congênito a cada 4.000 recém-nascidos vivos, proporção que aumenta para 1 em 2.000 crianças em regiões carentes de iodo.

A solução adotada por um grande número de países foi determinar a obrigatoriedade da avaliação da função tireoidiana em todos os recém-nascidos. Esta avaliação é feita de rotina pelo teste do pezinho, por meio da dosagem de T4 e TSH.

O que fazer se o resultado estiver alterado?
Uma vez detectada alteração nos testes de triagem, repete-se a dosagem, no soro do sangue, uma semana depois. A alta sensibilidade do primeiro exame é extremamente importante para evitar que qualquer caso passe despercebido.

Muitas crianças apresentam resultados normais, o que descarta o diagnóstico de hipotireoidismo na maioria das vezes. Aquelas crianças em que os exames persistem alterados devem ser encaminhadas rapidamente a um especialista para determinação da possível causa do hipotireoidismo e da estratégia do tratamento. Quando diagnosticado no momento certo o hipotireoidismo é facilmente tratado e controlado, sem nenhum prejuízo para o crescimento e desenvolvimento da criança.

HIPERPLASIA CONGÊNITA DA SUPRARRENAL
O que é?
É um defeito na produção de hormônios pelas glândulas suprarrenais ou adrenais. Na tentativa de compensação dessa deficiência, a hipófise produz um excesso do hormônio que estimula a suprarrenal, causando um aumento do tamanho dessas glândulas e, muitas vezes, o aumento na produção dos hormônios que controlam a masculinização do corpo, sem compensar a falta dos hormônios que controlam o metabolismo da água e do sal do organismo. A alteração mais comum é a deficiência da enzima 21-hidroxilase progesterona.
Como se adquire a doença?
O funcionamento de cada uma das enzimas que regulam a produção dos hormônios da glândula suprarrenal é feito por genes. Qualquer alteração ou mutação destes genes pode acarretar um defeito, resultando na falta de um hormônio ou acúmulo de outro. A doença ocorre em 1 de cada 12.000 crianças nascidas vivas. Entre 1 e 2% da população é constituída de heterozigotos, isto é, de portadores do gene e não da doença.
Quais as consequências para o recém-nascido?
A deficiência da enzima 21-hidroxilase pode levar a um quadro de masculinização (virilização) da criança e eventualmente a vômitos e desidratação, com perda de sal e água.
Qual a importância desse exame?
Diagnosticar precocemente a criança doente para receber reposição do hormônio e evitar as consequências da doença.
O que fazer se o resultado estiver alterado?
Esta dosagem é extremamente sensível, isto é, detecta mínimas alterações. RN prematuros e alguns RN de termo podem ter níveis acima do esperado por influência dos hormônios maternos. Desta forma os casos em que a mesma se encontra alterada devem ser considerados apenas “suspeitos”. O diagnóstico definitivo somente poderá ser feito após observação clínica e a efetivação de novos exames, solicitados pelo próprio Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) ou por endocrinologista que é o especialista nesta doença.
TOXOPLASMOSE
O que é?
Toxoplasmose é uma doença causada por um parasita, o Toxoplasma gondii. Ele é um parasita do intestino de gatos, onde se multiplica. Em outros animais o toxoplasma não completa seu ciclo: invade, forma cistos nos músculos, cérebro, retina e outros órgãos, mas não se multiplica no intestino.
Como se adquire a doença?
O grande transmissor é o gato, mas qualquer animal pode ter cistos na sua musculatura, e se o homem consumir essa carne crua, pode adquirir a toxoplasmose. A toxoplasmose parece não ser transmissível de homem a homem, exceto durante a gravidez. Na gravidez a imensa maioria dos casos de transmissão ocorre apenas se a mãe se contaminou e teve doença exatamente durante a gravidez, em qualquer fase desta. Casos de toxoplasmose congênita ligada a antigas infecções na mãe são raras, embora existam.
Quais as consequências para o recém-nascido?
Podem ser sérias, com calcificações cerebrais, malformações, doença sistêmica grave, ou podem se expressar, no futuro, como doenças da retina. Muitos casos não apresentam alterações clínicas ou sintomas, mas há alguma evidência que a toxoplasmose, se não tratada nestes casos, leva à diminuição do potencial intelectual destas crianças, sem que isto esteja claramente mensurado.
Qual a importância desse exame?
Avalia se existem anticorpos contra o toxoplasma feitos pela criança, não pela mãe. Esta diferenciação é crítica, pois a imensa maioria das pessoas (90 % ou mais, em São Paulo) tem anticorpos contra o toxoplasma, por conta de infecções anteriores. A presença de anticorpos tipo IgG de origem materna na criança não tem o menor significado patológico.
O que fazer se o resultado estiver alterado?
Primeiro é necessária a confirmação diagnóstica. Se confirmado, é fundamental informar imediatamente ao pediatra o fato pois a toxoplasmose tem tratamento efetivo que deve ser iniciado mesmo que não haja nenhuma alteração clínica. Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein. Publicada em fevereiro/2010

tipagem sanguínea

  • Fator Rh positivo: registrar no prontuário e no cartão da gestante o resultado e informar à gestante sobre seu tipo sanguíneo.
  • Fator Rh negativo e parceiro com fator Rh positivo e/ou desconhecido: solicitar teste de Coombs indireto. Se o Coombs indireto for negativo, repeti-lo mensalmente. Quando o Coombs indireto for positivo, encaminhar a gestante ao pré-natal de alto risco. Se parceiro Rh negativo, não é necessário acompanhar o Coombs indireto materno.
Profilaxia da aloimunização RH
A administração de 300 mg da imunoglobulina anti-D por via intramuscular em dose única, deve ser realizada nas gestantes com Rh negativo não sensibilizadas, quando a classificação sanguínea do parceiro for Rh positiva ou desconhecida. Esta administração deve ser realizada na 28ª semana de gestação. Considerar sua utilização mesmo após 28 semanas, até a 34ª semana, se for ultrapassada a época preconizada.
Deve ser administrada nas seguintes situações:
  • No puerpério, quando o recém-nascido for Rh positivo
  • Nas síndromes hemorrágicas (abortamento, gestação ectópica, gestação molar, placenta de inserção baixa, descolamento prematuro de placenta, sangramentos inexplicados, etc.).
  • Óbito fetal.
  • Natimorto
  • Trauma abdominal
  • Após procedimento invasivo – cordocentese, amniocentese, biopsia de vilo corial (repetir até o parto, a cada 12 semanas)
  • Realização de versão cefálica externa
  • Ocorrência de transfusão incompatível, devendo ser administrada 1.200μg a cada 12 horas até completar a dose obtida pelo cálculo: 15 ml de concentrado de glóbulos vermelhos ou 30 ml de sangue total são neutralizados por 300μg de imunoglobulina

Após a aplicação da imunoglobulina, o Coombs indireto pode ficar positivo por até 4 semanas.

Após o parto, a imunoglobulina deve ser administrada até 72 horas, sabendo-se que, quanto mais tardia for a aplicação dessa substância, menor será sua efetividade. Se a mulher tiver tido alta hospitalar sem que tenha sido administrada a medicação, esta poderá ser aplicada até 28 dias após o parto.

visão

O que vê o recém-nascido?

Muitos pais consideram que os seus bebés com poucos dias de vida já os conseguem ver. “Parece que estão mesmo a olhar para nós”, dizem. No entanto, e apesar do bebé aprender a ver desde o nascimento, a complexidade da sua visão requer alguns esclarecimentos.

Toda a estrutura morfológica do aparelho visual está formada ao nascimento. “Antes de nascer, já existem impulsos visuais mesmo sem estímulo luminoso. São mediados por estímulos químicos, geneticamente determinados e são responsáveis pelo desenvolvimento das estruturas nervosas do aparelho visual, nomeadamente do corpo geniculado lateral e do córtex visual primário”, afirma o Dr. Augusto Magalhães, médico oftalmologista.

No entanto, a capacidade de focagem está pouco desenvolvida e não vai para além dos 30 cm. “É como se o recém-nascido fosse míope”, explica Augusto Magalhães. Esta capacidade de focar melhora rapidamente até aos 6 meses permitindo uma focagem até aos três metros.

As células nervosas da porção mais central da retina (fovea) sofrem melhorias importantes na sua organização e estrutura nos primeiros meses de vida.

O oftalmologista entrevistado pela Mãe Ideal garante que “o nervo óptico, que conduz a informação visual desde o olho até ao cérebro, melhora a sua velocidade de condução durante os dois primeiros anos de vida. Por sua vez, o córtex cerebral sofre uma grande evolução após o nascimento mercê dos estímulos visuais que recebe”.

Afinal, o que consegue ver o recém-nascido?

O recém-nascido vê formas desfocadas e distingue linhas de fronteira entre os objectos. “As imagens são manchas pretas e brancas e em tons de cinzento. Devido à imaturidade das células nervosas da retina e do córtex cerebral, a acuidade visual ao nascimento é muito baixa. Estima-se que seja correspondente a cerca de 0,5/10.

Por outro lado, as reacções aos estímulos visuais são muito rudimentares: a localização espacial faz-se efectuando movimentos lentos da cabeça e dos olhos no sentido do estímulo visual”, explica Augusto Magalhães.

Apesar de alguns pais considerarem que o seu filho os está a ver, o que acontece com os comportamentos de um recém-nascido está relacionado com os reflexos que são mediados “por mecanismos sub-corticais, ou seja, que não envolvem o córtex cerebral. O comportamento visual ao nascimento não foge a esta regra. Daí as reacções rudimentares que apresentam aos estímulos visuais”.

No entanto, é sabido que a função visual evolui muito rapidamente nos primeiros dois a três meses de vida. “Por um lado as estruturas oculares sofrem rápidas melhorias funcionais e por outro lado ocorre uma rápida evolução no funcionamento do córtex visual que é provocado pelo estímulo visual”, afirma o médico oftalmologista.

Novas competências e capacidades

O estímulo visual permite que os vários módulos da visão se desenvolvam. Estes módulos incluem aspectos relacionados com o movimento, a orientação, a cor e a disparidade binocular. Adquiridas estas competências da responsabilidade do córtex visual, “o bebé começa a ter a capacidade de, por um lado, integrar todos estes aspectos de forma a conseguir formar a representação cerebral de um objecto e, por outro, segmentar esta informação para que esses objectos possam ser distinguidos do background e dos outros objectos”, esclarece Augusto Magalhães. A fixação e a atenção são posteriormente integradas no fenómeno visual. A capacidade de decidir pela fixação num determinado objecto ou porventura mudar essa fixação para um novo objecto representa uma nova competência mais complexa que exige um desenvolvimento cortical só adquirido pelos cinco, seis meses de idade. “Toda esta evolução está integrada num desenvolvimento global, que inclui a evolução dos aspectos motores. A atenção e a capacidade de fixar objectos permite, numa primeira fase, explorar o espaço visual de perto que culmina na capacidade de tocar e agarrar os objectos ao alcance da mão; numa segunda fase com a aquisição da capacidade de gatinhar e de andar, permite a exploração do espaço visual de longe”, refere o oftalmologista.

A acuidade visual e a capacidade de discriminar o contraste são o resultado final de todas estas competências visuais adquiridas durante os primeiros meses de vida.

Augusto Magalhães assinala que “se estima que a acuidade visual evolua de 0.5/10 ao nascimento para 2 ou 3/10 por volta do 1º ano de idade. A acuidade visual do adulto só é atingida entre os 4 e os 6 anos”.

Discriminação das cores

A capacidade de discriminar cores também se dá nos primeiros meses de vida. Inicialmente, aos dois meses, os bebês distinguem o verde-vermelho. Só mais tarde, por volta dos três meses, começam a conhecer o azul. “Uma nota curiosa é que apesar de serem capazes de discriminar as cores logo nos primeiros meses de vida e apesar das cores primárias estarem incluídas nos primeiros 200 vocábulos que aprendem, as crianças só nomeiam de forma consistente as cores depois dos três ou quatro anos”, garante Augusto Magalhães.

Os bebés conhecem os seus familiares?

Apenas com poucos dias de vida os bebes já apresentam preferência por faces familiares, nomeadamente pela face da mãe que o amamenta. É esta a primeira cara que identifica desde os primeiros dias. “Contudo, esta preferência baseia-se apenas nas características do contorno da face, ou do perfil do cabelo. Este fenómeno é conhecido por efeito de externalidade. Se a mãe mudar o penteado ou colocar uma touca que lhe mude o perfil da face ou do penteado, o recém-nascido dificilmente a reconhece”, o que não deixa de ser curioso.

Os pormenores da face e um verdadeiro reconhecimento só ocorrem depois dos três meses quando uma área específica do córtex temporal for integrada na função visual. O reconhecimento de faces humanas está dependente dessa zona específica do córtex cerebral.

Cuidados a ter com os olhinhos dos recém-nascidos

Se a gravidez e o parto decorreram de forma normal, não são necessários cuidados especiais para além dos cuidados básicos de saúde geral. Estes incluem vigilância médica, uma alimentação adequada e bons cuidados de higiene.

“Todos os recém nascidos devem ser examinados por um pediatra. Os pediatras sabem examinar os aspectos morfológicos dos olhos do bebé, e assim excluir as malformações do globo ocular. Para além disso, os pediatras observam o reflexo vermelho do fundo do olho e assim excluem causas graves de má visão como as cataratas congénitas e algumas formas de tumores oculares”, afirma Augusto Magalhães.

Os cuidados de higiene são importantes para evitar infecções capazes de deixar sequelas no aparelho visual. Refira-se que, em Portugal, as infecções graves são raras mas existem regiões do globo endémicas para infecções oculares (por ex: tracoma) capazes de provocar cegueira.

“A alimentação é muito importante. Sempre que possível os bebes devem ser amamentados. O leite materno garante uma dieta equilibrada a todos os níveis e o seu alto teor em ácidos gordos polinsaturados favorece um desenvolvimento mais rápido da função visual no bebé”, diz-nos o oftalmologista.

Todos aqueles bebés que apresentem alterações na morfologia dos olhos ou alterações do reflexo do fundo ocular devem ser referenciados para uma consulta oftalmológica. De igual modo, os bebés com história familiar de doenças oculares e aqueles que tiverem doença neurológica, genética, dismorfias faciais e história de prematuridade também devem ser avaliados por um especialista.

Cor definitiva dos olhos. A partir de quando?

A cor dos olhos é, depois do sexo, o aspecto que mais referência merece num recém-nascido!

“Quando falamos da cor dos olhos falamos da cor da íris. Na sua estrutura, existem fundamentalmente duas camadas: uma posterior que é muito pigmentada em todas as pessoas (epitélio pigmentado da íris) e que serve para filtrar a entrada da luz no olho, e uma anterior chamada estroma em que a quantidade de pigmento é variável de pessoa para pessoa. É justamente o pigmento do estroma que confere a cor aos olhos. O pigmento do estroma aumenta após o nascimento por acção da luz (tal como acontece na pele). Uma criança com um ano de idade tem normalmente metade do pigmento final na sua íris, e só por volta dos três anos existe o pigmento definitivo”, salienta Augusto Magalhães.

Assim, pode-se dizer que, em crianças com íris escura ao nascimento, essa cor será praticamente definitiva, mas em recém-nascidos com íris clara, a cor definitiva dificilmente estará definida antes de um ano de idade e poderá escurecer ainda mais até aos três anos.

É preciso acrescentar que mesmo depois da infância a cor dos olhos pode mudar e que há doenças e medicamentos que fazem mudar a cor dos olhos em qualquer altura da vida.

Doenças visuais que se podem desenvolver

Há uma lista infindável de doenças que podem ocorrer no aparelho visual do recém-nascido. Algumas envolvem exclusivamente o olho mas existem outras que se associam a doenças gerais que podem inclusivamente pôr em risco a saúde geral e a vida do bebé

Para além das anomalias congénitas que incluem as alterações da forma e do tamanho do globo ocular, importa salientar pela sua importância e frequência, as ptoses (pálpebra caída) e as cataratas congénitas. São duas situações que obstruem o eixo visual e que impedem o desenvolvimento correcto da função visual e por isso devem ser corrigidas urgentemente. No caso das cataratas, elas podem ser devidas a genes herdados dos progenitores ou podem estar associadas a outras doenças gerais do bebe”, salienta Augusto Magalhães.