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Doenças Cardiovasculares

Sobre

A alta prevalência das doenças cardiovasculares (DCV) é hoje observada mundialmente e no Brasil, este grupo de doenças é a primeira causa de óbito. Mesmo quando não são mortais, essas doenças podem levar à invalidez parcial ou total do indivíduo, com graves repercussões.

Isso mostra que o investimento na prevenção destas doenças é decisivo para garantir qualidade de vida. A mortalidade proporcional causada pelas doenças cardiovasculares cresce progressivamente com a elevação da faixa etária, representando o significante percentual de 15,3% dos óbitos de adultos jovens entre os 20 e 49 anos de idade, embora a faixa com 50 anos ou mais de idade, seja a primordialmente atingida.

Estes dados mostram a importância das doenças cardiovasculares no panorama populacional brasileiro onde se observa uma elevação da expectativa de vida e um conseqüente aumento da população de idosos.

As Doenças Cardiovasculares ocorrem por alterações no funcionamento do sistema circulatório. Elas são divididas em doenças cardíacas (ex: infarto agudo do miocárdio, coronariopatia, etc) e doenças da circulação ou vasculares (exemplos: obstruções vasculares, aneurismas, embolia pulmonar, varizes, tromboses).

Causas

Não há uma causa única para as doenças cardiovasculares, porém existem fatores que aumentam a probabilidade de sua ocorrência (são os chamados fatores de risco).

Entre estes, os principais são: hipertensão arterial, dislipidemia (colesterol/triglicérides altos), tabagismo, diabetes mellitus, sedentarismo, obesidade, hereditariedade e estresse.

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Hipertensão

Sobre

A hipertensão ou pressão alta é uma doença comum, que está presente em uma a cada cinco pessoas. Há um aumento com a idade, chegando a atingir um em cada dois idosos.

A hipertensão arterial ocorre quando os níveis da pressão estão acima de valores de referência para a população geral (120x80 mmHg). A pressão alta existe quando a pressão, medida várias vezes em consultório médico, é igual a 130x85 mmHg ou maior.

Causas

Em 95% dos casos, a causa da hipertensão é desconhecida. Na maioria dos hipertensos, a doença aparece porque é herdada dos pais. Hábitos de vida inadequados também são importantes: a obesidade, a ingestão excessiva de sal/sódio ou de bebida alcoólica e a inatividade física podem contribuir para o aparecimento da pressão alta.

As complicações mais freqüentes da hipertensão estão relacionadas à deficiência de circulação sangüínea: infarto do miocárdio ou insuficiência cardíaca, derrame cerebral, insuficiência renal, diminuição da visão ou problemas na retina.

Diagnóstico

Qualquer indivíduo pode apresentar, esporadicamente, níveis de pressão arterial maiores que 130/85mmg, sem que seja considerado hipertenso. Somente a manutenção de níveis permanentemente altos em múltiplas medições (com diferentes horários, posições e condições) caracteriza a hipertensão arterial. A medida da pressão arterial deve ser realizada apenas com aparelhos confiáveis.

Prevenção

A prevenção da hipertensão é feita através do controle de fatores de risco para esta doença, como: fumo, excesso de peso, consumo abusivo de sal/sódio, falta de exercícios e sedentarismo e o abuso de álcool.

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Colesterol | triglicérides alto

Sobre

Com aparência e textura de uma cera macia, o colesterol é um composto químico da família do álcool, essencial à vida. O fígado produz a maior parte de colesterol que o organismo necessita, sendo o seu restante adquirido através da alimentação.

Por ser solúvel apenas em gorduras, o colesterol tem de ser transportado pelo sangue através das seguintes lipoproteínas: VLDL (também conhecidas como triglicérides), LDL (mau colesterol) e HDL (bom colesterol).

Causas

O excesso de LDL acaba fixando-se nas paredes das artérias, entupindo-as e propiciando os ataques cardíacos ou infartos. Por sua vez, o HDL faz o papel contrário, extraindo o colesterol das paredes das artérias, devolvendo-o ao fígado para ser excretado. O fumo baixa os níveis de HDL, enquanto o exercício físico aumenta.

Consequências

O papel da dislipidemia (colesterol/triglicérides alterados) na deflagração da aterosclerose coronariana está bem estabelecido. Níveis elevados do colesterol total e LDL, redução nos níveis do colesterol HDL e aumento dos níveis de triglicérides, podem induzir à doença coronariana.

Diagnóstico

Níveis de colesterol HDL maiores do que 60 mg/dL caracterizam um fator protetor. Níveis de triglicérides maiores que 150 mg/dL e de LDL superiores a 130 mg/dL aumentam o risco de doença aterosclerótica coronariana.

Como evitar ou tratar

Uma alimentação adequada, perda de peso para os portadores de sobrepeso ou obesidade, bem com atividade física regular reduzem o risco para aterosclerose e, seguramente, fazem parte do tratamento dos portadores dessa doença. Naqueles indivíduos que não atingem as metas de lípides apenas com modificações comportamentais, o uso continuado de drogas hipolipemiantes, que reduzem os lípides, ou seja, colesterol e triglicérides, é prática indispensável.

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diabetes

Sobre

O Diabetes Mellitus está presente em quase todos os países do mundo. No Brasil estima-se que 7,6% da população adulta seja diabética, sendo que quase metade não o sabe. Ainda, há uma predominância de 9,6% de diabéticos entre os habitantes do município de São Paulo.

Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas, pelas chamadas células beta. A função principal da insulina é promover a entrada de glicose para as células do organismo de forma que ela possa ser aproveitada como fonte de energia para as diversas atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação resulta, portanto em acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia. A consequência é que essa glicose em excesso começa a se depositar nos órgãos/tecidos.

Como ocorre
A combinação de fatores causais como herança genética, hábitos alimentares, sedentarismo, obesidade, stress, longevidade podem ter como resultado o diabetes
Consequências
  • Pacientes diabéticos representam cerca de 30% dos pacientes que internam em Unidades Coronarianas Intensivas com dor precordial;
  • O diabetes é a principal causa de amputações de membros inferiores;
  • É, também, a principal causa de cegueira adquirida;
  • Cerca de 26% dos pacientes que ingressam em programas de diálise são diabéticos
Diagnóstico
O diagnóstico laboratorial pode ser feito de três formas e, caso positivo, deve ser confirmado em outra ocasião. São considerados positivos os que apresentarem os seguintes resultados:
  • Glicemia de jejum > 126 mg/dl (jejum de 8 horas)
  • Glicemia casual (colhida em qualquer horário do dia, independente da última refeição realizada (> 200 mg/dl em paciente com sintomas característicos de diabetes.
  • Glicemia > 200 mg/dl duas horas após sobrecarga oral de 75 gramas de glicose.

Existem ainda dois grupos de pacientes, identificados por esses mesmos exames, que devem ser acompanhados de perto pois tem grande chance de tornarem-se diabéticos. Na verdade esses pacientes já devem ser submetidos a um tratamento preventivo que inclui mudança de hábitos alimentares, prática de atividade física ou mesmo a introdução de medicamentos. São eles:

  • Glicemia de jejum > 110mg/dl e < 126 mg/dl.
  • Glicemia 2 horas após sobrecarga de 75 gr de glicose oral entre 140 mg/dl e 200 mg/dl
Sinais e Sintomas

Pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar:

  • Muita sede;
  • Vontade de urinar diversas vezes;
  • Perda de peso (mesmo sentindo mais fome e comendo mais do que o habitual);
  • Fome exagerada;
  • Visão embaçada;
  • Infecções repetidas na pele ou mucosas;
  • Machucados que demoram a cicatrizar;
  • Fadiga (cansaço inexplicável);
  • Dores nas pernas por causa da má circulação.
Apesar disto, em muitos casos, a hiperglicemia crônica não desencadeia sintomas.
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